domingo, 6 de outubro de 2013

fanfic pra nay ler hauehuae

Você é um idiota = Eu te amo

Sophie Holmes estava em frente a porta que a separava do maníaco que havia, incrivelmente conseguido, sequestrar seu pai, Sherlock Holmes. Ela era a única pessoa com quem ele queria “jogar”. A única pessoa que ele, e todos, sabiam que poderia salvar o grande detetive. Lestrade, Mycroft e todo o resto do mundo logo insistiram para que a garota fosse encontrar o criminoso, instruíram-na da melhor forma, coisas que ela já sabia desde os cinco anos de idade. Mas ninguém pareceu se importar com seu bem estar, com sua segurança. Claro, tinha toda uma equipe da polícia a postos, dando cobertura. Claro, eles tinham planos e códigos para mantê-la a salvo. Mas mesmo assim, não se sentia segura. E claro, ela não demonstrava isso. E claro, John Watson era a exceção. Parada em frente a porta, relembrando tudo que tinha que dizer e fazer, Sophie se surpreendeu quando sentiu uma mão em seu ombro. John.

“Sophie, eu sei que você é a única que pode salva-lo, mas se eu pudesse, iria em seu lugar.”
“Eu sei, John.”
“Você está bem?”
“Sim.”
“Vai ficar tudo bem. Vocês dois são inteligentes. Mais inteligentes do que esse lunático.”
“Obrigada.”
“Sophie...”
“Sim, John?”
“Você não é seu pai. Você tem seus próprios métodos e jeito único de ser. Não seja ele agora.”

A garota sentiu um calor em seu peito que a fez sentir toda a segurança que a polícia não conseguia dar para ela. John ainda a olhava, apreensivo, e ela sabia que ele ainda tinha algo a dizer mas não podiam perder tempo agora. Tempo era a chave. Respirou fundo e levou a mão à maçaneta da porta, mas a mão do médico pousou sobre a sua.

“Sophie...”

Ela o olhou nos olhos e viu. Viu preocupação, viu ódio, viu medo. Medo de perder o único homem que amava nesse mundo. John Watson já perdera demais na sua vida como médico, soldado, detetive consultor, amigo. Ela entendia que ele tinha medo de perder Sherlock.

“Sophie, por favor tenha cuidado.”
“Terei.”

A garota exalou a respiração que nem percebera que estava segurando, e se preparou para abrir a porta novamente. Mas então ela percebeu o que realmente estava acontecendo ali.

“John, obrigada.”
“Obrigada por que?”
“Por se importar comigo.”

O médico respirou fundo e sorriu para ela.

“Ah, Sophie, minha querida! Você não é só a filha do meu melhor amigo. Para mim, você é uma filha também. A única que vou ter nessa vida. E eu me importo com você e com seu pai mais do que comigo mesmo, meu anjo. Nunca esqueça disso.”

Seu pai tinha sua forma peculiar de se importar com ela e demonstrar afeto, e ela não achava ruim. Gostava da sua vida estranha, com o pai estranho. Mas eram momentos como esses que a faziam se sentir humana de verdade. A normalidade que John Watson trazia para a família Holmes aquecia todo o gelo presente naqueles corações. E o gelo derretera em forma de lágrimas. Soltando a maçaneta e agindo por impulso, Sophie abraçou John com toda a força que tinha. E ele a abraçou de volta devolvendo a força que ela iria precisar naquele momento.

E ela nunca se sentiu tão amada e protegida.

Se ela sobreviesse àquilo, não se importaria nem um pouco em chamar John Watson de pai. Porque naquele momento, e em todos os momentos que passavam juntos ele assim o era. Um pai carinhoso e protetor. Ela sempre teve dois pais. Um maluco e um normal, e não tinha nada de que se orgulhasse mais.

“Vai dar tudo certo, meu anjo.”
“Vai!”
“E Sophie, quando encontrar o seu pai, diz que ele é um idiota.”


A garota riu, porque desde que nascera sabia que “você é um idiota” é traduzido como “eu te amo”, na linguagem Holmes-Watson. E ela amava os dois idiotas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Decidi.

Eu vou ensinar fotografia. Vou criar meu próprio curso de fotografia e ensinar não só a técnica, mas a filosofia, antropologia, sociologia, semiótica, sensibilização da mente e do olhar, a arte. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Meeeeeh

Tava fazendo o bota-fora dos armários da sala hoje com minha mãe e achei um monte de cartinhas que minhas primas mandaram para minha irmã. Várias coisas da minha irmã, na verdade. E aí fui começando a ficar triste porque eu não tive esse relacionamento bonito e forte que minhas primas e minha irmã tiveram pelo fato de eu ser 10 anos mais nova do que todo mundo. Agora é que a gente tá começando a se entender melhor e tal, mas mesmo assim, os universos são muito diferentes. Aí nisso, meu pai me enfia num grupo do whatsapp da família do lado dele, e eu percebo que não conheço ninguém. Sou uma estranha na minha família por parte de pai, completamente.

Até aí, besteiras, tudo bem. Mas foda foi perceber como eu sou uma bosta com minha mãe. Como eu deixo ela triste e irritada com meu comportamento rude, e ela não demonstra isso, porque né, minha mãe não demonstra sentimentos ruins. Mas hoje ela demonstrou. Demonstrou de um jeito que eu comecei a me sentir fraca na hora e tô me sentindo até agora. 

Acho que é por isso que ela nunca demonstra raiva e coisas do tipo. Porque quando ela decide demonstrar, é como jogar ácido na sua existência. E eu sou uma idiota ahueahuehuaehua 

Hora de se redimir, Emília.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Quarta feira de novo, e coisas boas!

YAY! Sabe quando você acorda inspirada para tudo? Essa semana tô toda inspirada para tudo!
Segunda-feira eu consegui FAZER OS FUCKING DONUTS!!!! AE AE AE AE AE AE!!!! Ok, não ficaram tããããão gostosos porque eu tentei reduzir a receita, porque as medidas certas dão para MUITO donut, e eu não queria fazer isso tudo porque não ia ter quem comesse. Então nessa reduzida acho que errei a quantidade da farinha, que ele acabou ficando um pouco massento. E também usei o fermento errado. Usei o químico, que era o que tinha aqui em casa, enquanto o certo é o biológico. Mas enfim, ficou gostoso da mesma forma :D
Esse final de semana quero comprar os ingredientes certos para tentar a receita certa, nas medidas exatas para ver se ficam melhores. E aí final de semana que vem tem o aniversário da minha irmã, que eu pretendo fazer donuts, cookies e nude cake de laranja ♥

Ó que nininininin meus bebês *-*

Aí ontem eu fui pra casa de minha prima Patrícia, que operou o joelho, e passamos a tarde comendo donuts, fofocando e montando quebra-cabeças. Coisas tão simples mas que me deram um prazer enorme! É tão lindo poder aproveitar com tanta plenitude as coisas simples da vida!

E hoje eu acordei inspirada para dar continuidade à arrumação da casa. O foco foi meu quarto, porque o resto da casa não dá para arrumar com minha avó aqui mexendo e reclamando de tudo. Mas tenhamos paciência, né, que aos poucos tudo fica pronto e lindo! Não posso ter pressa nem ser exigente demais com as pessoas envolvidas nisso, porque a casa não é só minha. Então o ambiente tem que agradar todo mundo!

E eu me pesei e estou com 96kg. Um tiquinho de nada de avanço, MAS É AVANÇO! É de grama em grama que se vão os quilos. De um quilo em um quilo que se vão os cinco, dez, trinta. Então cada graminha perdida é motivo de celebração! E cada grama ganha é motivo de ainda mais esforço, e não motivo de raiva e decepção! 

Vou terminar de comer minha mini maçã e terminar de arrumar o quarto.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As coisas que eu queria dizer pras pessoas...

... mas não posso porque sei que vão magoar.

Ai ai. 

E eu sei que não sou nenhum ser humano perfeito, que tem gente que gostaria de dizer muita coisa para mim também sobre minhas atitudes e tudo mais. Então a gente vai assim, se respeitando e tentando dizer uma coisa ou outra de formas delicadas.

Mas que tem muita gente que olha, puta que pariu viu?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quarta-feira é minha Segunda-feira

Sério, eu sempre começo as coisas nas quartas. Sempre to mais ativa, com vontade de fazer tudo que tenho pra fazer. A quarta-feira é o meu dia de inícios e motivações. E aproveitando a motivação dessa quarta, eu voltei a costurar meus trequinhos da minha loja flopada pra ver se desflopo ela. Vou aproveitar também que minha avó tá na casa de uma das minhas tias para continuar a arrumação da casa. Porque com ela aqui não dá pra fazer nada sem ouvir "o que você tá fazendo?" "vai fazer o que com isso?" "para que aquilo?" "vai jogar isso fora é?" "não, deixe assim que é melhor" a cada dois minutos. Aí não tem como trabalhar direito, né? Mas hoje os caminhos estão livres, eu estou cheia de vontade e espero não decepcionar a mim mesma.

Falando em não decepcionar, queria tanto conseguir ajudar a minha mãe. Quem conhece ela vê aquela criatura zen e positiva, mas não sabe como ela é um poço de negatividade e insegurança. Que dá os nós mais complicados nas coisas e não consegue desatar. Ultimamente ela vem complicando TUDO que aparece para fazer na vida. Fala do dinheiro. Eu sei que o dinheiro é meio que essencial para você conseguir certas coisas, mas ele não é tudo, e é muito menos desculpa para não fazer coisas que não dependem dele. Eu chego cheia de criatividade e disposição para mudar a casa, sem gastar um tostão (fizemos gastos mínimos, com coisas que realmente eram necessárias), e ela fica encontrando impedimentos, desculpas, usa o dinheiro e o apego sentimental como formas de não fazer o que se deve. Eu me desestimulo, eu fico triste. Triste em ver que ela tá tão agarrada à negatividade desse jeito! Ela que tem todos os livros de auto-ajuda do mundo, fez todos os cursos e terapias holisticas, yoga, as porra zen toda, e consegue se manter tão presa às complicações e negatividades da vida. Eu fico imaginando como seria a vida dela se ela não tivesse isso tudo. Ela consegue ajudar os outros com os problemas deles, mas não consegue se ajudar. No final das contas, eu acho que ela está tão acostumada com essa vida miserável que não consegue se desprender dela. E eu já falei tudo, TUDO que eu podia falar pra ajudar, já tentei fazer de tudo pra animar aquela cabeça, desatar os nós, mas é como se entrasse por um ouvido e saísse pelo outro. Eu acho que me decepcionei com ela. Porque eu sempre vi minha mãe como um espelho, me inspirava nela para encontrar minha positividade, mas depois que eu comecei a entender como as coisas realmente funcionam no mundo dela, vi que eu consegui minhas próprias formas de ver o lado belo da vida e ela continua amarrada a uma árvore que tá debaixo de uma tempestade. Outra coisa que me irrita: encontrar formas de se sentir culpada. Se eu sair de casa e bater o carro, pode ter certeza que ela não vai brigar comigo. Ela vai é procurar uma brecha, alguma coisa que ela fez ou deixou de fazer antes d'eu sair de casa, para se sentir culpada por isso. É sério, é ridículo!!! Quem vê minha mãe acha que ela é a pessoa mais positiva e zen do mundo. Eu, convivendo todos os dias com ela te digo: nunca conheci alguém tão negativa e complicada em toda a minha vida.

E eu quero ajuda-la. Mas ela não se ajuda. 
Ou talvez eu precise aprender a ser mais paciente. MAIS. Porque quem me conhece acha que eu sou a impaciência em pessoa. Mas se alguém viver aqui em casa todo dia, vai ver que eu sou um poço profundo de paciência inesgotável. 

E viva as máscaras que a minha família usa.

Vou agora voltar aos meus afazeres para não deixar minha vontade quartafeirística morrer!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Queimaduras e persistência

Aí eu fui tentar fazer donuts, a tampa do fogão abaixou sozinha, virou a panela de óleo quente em cima de mim e eu pequei algumas queimadurinhas lindas de segundo grau. Preguiça de contar a história toda, mimimi.

Acontece que eu to com medo das cicatrizes. Uma das queimaduras mais tensas foi no peito esquerdo, e tá um pouco grande e feia. Não quero ficar com cicatriz no peito! Vou procurar um cirurgião plástico pra ver o nível dessas cicatrizes. As da barriga e da perna eu não ligo, realmente. Mas no peito? nhein =/

E a outra coisa é: CLARO QUE EU NÃO VOU DESISTIR DE COZINHA ORA BOLAS! Não vou descansar enquanto não conseguir fazer donuts!!! Já tentei outras vezes fazer, com receitas diferentes e tal, E NUNCA DERAM CERTO! Mas não vou desistir. Quero fazer essa porra!!! Quero conseguir e vou! E quero que fique bom! Unf!

Fora isso, o mundo continua seguindo em frente e eu continuo parada ê. Tô até sem animo pra escrever sobre essas coisas de seguir sonhos, persistir e tudo mais, porque sei lá. Tô desanimada. E vendo todas as opções de caminho na minha frente e parada sem saber qual estrada pegar.

ê.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mas é isso mesmo.

Eu sou uma fada. Uma fada madrinha, realizadora de sonhos, impulsionadora de auto-estima, semeadora de vibrações positivas!

Só não posso esquecer de ser a minha própria fada madrinha.


Sabe quando você perde o fio da meada?

Me formei em design gráfico em julho e ainda não estou fazendo nada. Não quero um emprego em gráfica ou agência de publicidade pelo fato de que eu não me considero designer. Não sou boa em criação de identidades visuais, layouts, tipografias, embalagens, essas coisas mais comuns de pedirem nesses locais mais comuns de trabalho. Principalmente na cidade que eu moro. É tudo de um cliché tão grande que eu sinto que não me daria bem. Ou eu estou simplesmente com medo. Com medo de arriscar e dar tudo errado. Com medo de me dar mediocremente bem e me acomodar e parar de explorar minha criatividade. De deixar meu lado artístico de lado e perder essa mente doida e criativa que eu tenho. Eu não nasci para ficar numa sala, na frente de um computador, fazendo o que os outros mandam. Sou ambiciosa e tenho uma criatividade selvagem que exige trabalho braçal. Quando me envolvo em algo, me envolvo mesmo até esgotar cada gotinha de criatividade para o que eu tiver trabalhando.

Mas aí agora eu não sei para que lado canalizar essa criatividade. Eu AMO fotografar. A câmera é uma extensão do meu braço e do meu olhar. Mas de novo, não é aquela fotografia comum. Não quero que seja aquela fotografia comum. Daquelas que você vê em álbuns de casamento e aniversário. É criativa, diferente, mágica. É a cara da pessoa. Porque para mim fotografia é como uma varinha mágica, que te permite ser o que você quiser, sabe? Eu sempre digo que nasci para ser sempre a fada madrinha e nunca a princesa porque gosto de ajudar os outros. Assim me sinto na fotografia. Quero ser a fada madrinha do meu cliente. Transformar a pessoa no que ela quiser, no que ela sempre sonhou em ser. Elaborar todo o cenário, todos os elementos que vão ajudar isso a acontecer, a produção do figurino, cabelo, maquiagem, tudo! Exceto que cabelo e maquiagem eu só dou a ideia mesmo, porque pra botar a mão na massa nessa área eu sou um desastre. Mas enfim. Fazer a magia acontecer e ver a pessoa se sentindo feliz depois, mais confiante, vendo que ela pode ser o que quiser. Seja ela mesma, ou um personagem fictício, um artista favorito, qualquer coisa.

E aí eu vou vendo as coisas que eu mais gosto de fazer: imaginar cenários, situações, ver a forma de torna-los reais, ir atrás do que precisa para torna-los reais, decorar, botar a mão na massa para torna-los reais, e fotografar o resultado final, editar as fotos para acrescentar o "algo a mais" do clima pensado para a situação. É isso que eu fico viajando em fazer. Sempre fui dos trabalhos manuais. Origami, costura, inventar trecos de coisas reutilizadas, deixar tudo bonitinho. Tipo uma fada mesmo, que toca a coisa velha e transforma ela em nova e linda. E eu adoro fazer isso! Criar coisinhas bonitinhas e mimimi mimosinhas. Eu poderia trabalhar como organizadora de festas, e fornecer o serviço fotográfico também aheuhuaehuea. O pacote completo. Tem o Mercado Xique aqui em Aracaju que faz esse tipo de coisa que eu sempre quis fazer, mas tenho vergonha de falar com o pessoal para ver se eles tão precisando de mais alguém no time =X. E não sei como começar por conta própria esse tipo de coisa.

Acho que agora escrevendo me "iluminei". Se é isso que eu quero fazer, que eu corra atrás. Perder a vergonha e colocar a cara no mundo.  Acho que o melhor caminho para começar é por conta própria, por enquanto. Ou falo primeiro com o pessoal do MX? O pior que pode acontecer é ouvir um não. E seria um não educado, porque o pessoal de lá é muito gente boa. Mas ai eu penso se eu conseguir entrar lá, se eu vou me dar bem com as ideias das outras pessoas, se vou me adaptar, se meu ego não vai subir a cabeça, se eu vou saber obedecer. Se eu vou saber trabalhar em equipe sem assumir o papel de líder. Porque eu tenho mania de liderança. É uma coisa boa se eu souber como lidar e eu geralmente sei. Mas já se voltou contra mim algumas vezes e tive experiências desagradáveis. Sei que trabalhando em algum lugar eu vou conseguir me controlar, mas eu vou conseguir ser feliz?

Tô me sentindo uma leoa, um animal selvagem com medo de ser transformada em uma gata doméstica. Com medo de ser domada e moldada para não exceder os limites permitidos de criatividade. 

Mas pelo menos agora eu sei o que quero fazer. Ha.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Resumo do final de semana e segunda feira ranzinza.

Tava com preguiça de escrever, mas tava pensando demais. Então vamos tentar que eu sei que uma hora engata e pelo menos eu tiro essas coisas da cabeça.

Meu final de semana foi de faxina. Mas faxina pesada mesmo! Comecei a arrumar a sala de janta aqui de casa, tirando as coisas do armário para ver o que tinha pra dar/jogar fora, e o que poderia usar ainda e tal. As porcelanas lá da época do primeiro casamento da minha mãe que só tavam era juntando poeira, e que a gente poderia muito bem tirar para usar. Aí eu fui separando as coisas, e quando fui pra cozinha lavar e tentar guardar, percebi que tinha que fazer um bota fora na cozinha também. E aí foi quando eu entrei em níveis obscuros de limpeza. Os armários tavam imundos! Tinha tanta coisa velha, quebrada, guardada suja, que nem parece que tem empregada em casa! Eu fiquei assustadíssima. Tirei tuuuuuuuuudo dos armários da cozinha, separei coisas inúteis para jogar fora, coisas que ainda serviam mas que já tinham demais em casa (tipo uns 300 conjuntos de café, chá, pratos e copos diferentes) para minha mãe dar. E aí limpei todos os armários. Limpei com todas as minhas forças e o poder do desinfetante. E aí depois fui rearrumando tudo bonitinho nos armários, achei uma cafeteira que funciona, uma batedeira, fiquei feliz ao ver que o grill ainda funciona também ♥ Comidas grelhadas ♥ Da cozinha ainda falta a parte das panelas e dos temperos, que eu quero arranjar alguma forma de armazenar melhor. Da sala de janta o armário tá todo decorado bonitinho, falta me livrar dos panos bregas da mesa que minha mãe insiste em botar, e de umas tralhas aleatórias num canto. Depois vem a sala e a varanda, que eu sei que vão dar um trabalho da porra. Mas tô feliz porque a casa finalmente tá começando a ficar do jeito que eu queria, sem falar que essas arrumações fazem as energias fluírem e tiram um peso danado da vida da gente!

Agora vamos falar de peso. Final de semana eu exagerei, de novo, pra variar ahaha. Vergonha na cara, cadê, Emília? Aí me pesei hoje de manhã e guess what? 98 quilos. Noventa e oito maravilhosos quilos. Super colaborando comigo mesma, hein? Mas aí hoje eu comi direitinho, fiz exercício, tudo como manda o figurino! Uma lindeza. Quero ver amanhã. E depois, e depois, e no próximo final de semana. Acho que vou pegar uma roupa que eu tenha que não sirva em mim e grudar na porta da geladeira pra ver se incentiva mais. Preciso lembrar da determinação, da persistência!!!!!!!!!!!!!!!!! De como eu me sinto tão bem depois de fazer atividades físicas. De como meu corpo me agradece quando eu me alimento direito. Sem gastrite, sem dor de cabeça, sem tontura. Sem me sentir um lixo. Preciso lembrar das roupas legais que comprei quando perdi 17 quilos, de como foram caras e de como eu quero usa-las de novo! Preciso lembrar que eu posso até ser saudável agora, mas daqui a uns anos isso tudo VAI se voltar contra mim. E persistir! Persistir e persistir!!!!

Eu tô com uma crise de ansiedade danada! Não tenho conseguido dormir direito a noite, pensando em todas as coisas que tenho para fazer. Essa noite mesmo eu já estava na cama toda linda e pronta pra dormir, contando carneirinhos, mas ai um dos carneiros filhos da puta levantou e disse "Emília, você ainda não terminou de arrumar a cozinha." E EU LEVANTEI DA CAMA E FUI PRA COZINHA ARRUMAR MAIS! Já eram duas da manhã, ok? Ai eu pensei como isso era ridículo! Voltei pra cama e me forcei a tentar dormir de novo. Até consegui, mas acordava toda hora pensando em tudo que tinha pra fazer. Resultado que acabei pegando no sono de verdade lá pras 5 da manhã e só consegui acordar 10:45. Acordei num puta mau humor né? Com raiva de mim mesma. E ainda fiquei de preguiça até o meio da tarde. Aí de que adianta a pessoa ter a maior crise de ansiedade durante a noite, não conseguir dormir, se durante o dia fica na procrastinação? Toda coerente a sua cabeça, dona Emília. Mas pelo menos eu decorei o armário da sala de janta e ficou bonito. Essa noite vou ver se tomo um floral calmante para conseguir dormir, e ver se acordo mais cedo amanhã e deixo de preguiça.

Tenho que me forçar a me esforçar, até conseguir fazer as coisas naturalmente. Até ter disciplina, né? De que adianta fazer todas as to-do lists e ficar com preguiça de realizar as tarefas?

E a vida segue assim. Cobrando demais de mim mesma, e ao mesmo tempo não fazendo metade das coisas pelas quais eu me cobro. Um dia todo jeito.

Ou não.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vei

Na boa, eu tô enorme :/

Ooooh, no shit Sherlock! Mas tem essas horas em que você realmente vê como tá crítico o estado e fica ansiosa pra mudar logo, mas sabe que demora. Demora mesmo mas eu não posso desistir. Tenho que me manter firme, lembrar de meus objetivos, minhas metas. Ter paciência e firmeza! Eu já consegui antes, consigo de novo.

O espelho não vai me abater. Nem eu mesma! Unf!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A música que cura tudo

When you're all alone we become your home. We're music.

Meh de novo

Eu sou muito besta, é sério. Eu cresci acostumada a ser sozinha, sem confiar nas pessoas. Acostumada com "amizades" falsas, acostumada a não receber o valor que eu mereço, acostumada a ser traída (em níveis de amizade), acostumada com as amizades interesseiras. E aí hoje em dia quando alguém me faz um elogio genuíno, quando alguém corresponde às minhas expectativas, quando alguém mostra meu valor e mostra que realmente é meu amigo, eu não sei como lidar. Acho tudo incrível demais, acho que é ilusão minha, acho que não mereço. Acho sempre que tô atrapalhando, enjoando, interrompendo. Por isso muitas vezes não converso com as pessoas sobre como realmente tô me sentindo, geralmente quando tô pra baixo. Primeiro por não querer atrapalhar, segundo pelo trauma de pensar que vão me julgar idiota, dramática, dizer que eu não tenho problemas de verdade, medo de me abandonarem. Mas aí quando me ouvem, quando me entendem, quando me ajudam, eu fico sem acreditar. Fico extremamente grata, feliz. Plenamente satisfeita, mesmo que meu problema não seja resolvido, só de saber que alguém não tá me julgando e sim me ajudando. Eu cresci sem auto-estima. E mesmo hoje em dia tendo encontrado uma bela porção dela, tem horas que eu me sinto a adolescente solitária de novo. A que não quer encher o saco, a que tem medo de ser julgada como louca, a que se vira melhor sozinha. E eu sei que isso pode acabar me afastando dos meus amigos. Ai já tem horas que eu acho que tô com expectativas demais acerca deles, que eu realmente tô cobrando demais. Tem horas que eu faço drama brincando, mas que acho que acaba irritando e aí na hora que eu quero falar sério, eu acho que eles acham que é drama. Tem horas que eu mesma acho que é só drama. Carência. Tem horas que eu acho que eles não enxergam que existem problemas psicológicos não tratados, que nem todos os problemas são originados por trabalho, relacionamentos, situações ruins, e acham que eu sou louca. Tem horas que eu acho que só quero ser o centro das atenções.

Tem horas que nem eu mesma sei o que tô falando.

Mas olha, eu sei que vai chegar uma hora que vou reler isso aqui e me sentir ridícula e criançona de novo, achar a maior baboseira, mas sabe que isso tá me fazendo bem? Acho que eu precisava disso mesmo. Não tive esse tipo de blog quando adolescente, não extravasei nem expressei da forma que devia e acho que isso pode ter piorado certas situações na minha cabeça. E acho que "despejando" tudo agora dessa forma pode acabar me ajudando. Ia começar a me sentir imatura, e ter medo, de novo, de quem lesse me julgasse mal. Mas foda-se. Eu tô aqui para me resolver comigo mesma. Eu não pedi para você ler isso, e se eu pedi é porque a) eu sei que você não vai me julgar, b) confio em você, c) você precisa ler isso por qualquer motivo que seja.

Eu penso demais e expresso de menos. Isso me faz mal. Começar escrevendo assim com certeza vai me fazer bem. Já expresso um pouco na fotografia, raramente na escrita, mas tomara que isso me faça criar mais coragem e sentir menos medo. Me dê mais vontade de expressar. Ou que simplesmente me ajude a dissipar esses pensamentos chatos.

Ps: Olha o medo de ser julgada atacando aí de novo, gente! 

Não sei classificar...

Mas sabe quando você vê uma pessoa sendo exatamente do jeito que você queria ser? E aí você admira aquela pessoa mas sente inveja ao mesmo tempo? Não aquela inveja nociva, mas uma inveja branca, onde você deseja tudo de lindo para aquela pessoa, mas ao mesmo tempo queria estar no lugar dela. Porque ver essa pessoa crescendo é um incentivo para você de certa forma. Se você não for inerte e tiver coragem de fazer as mudanças necessárias pra ser desse jeito. Se você for um preguiçoso que não faz porra nenhuma, só admira, você acaba se tornando um doente. Ou qualquer coisa do tipo. Enfim. Eu vejo algumas pessoas sendo exatamente do jeito que eu sempre quis ser, admiro-as demais, torço para que dê tudo certo pra elas, porque isso de certa forma me incentiva. E eu tento ser desse jeito também, mostrar que eu sei fazer essas coisas, que eu consigo ser assim ou assada, mas eu não recebo os elogios que essas pessoas recebem, eu acabo depois voltando a ser o que era, acabo insatisfeita comigo mesma. Acho que eu tô de novo sem me aceitar. De novo me preocupando com a forma que as pessoas me enxergam, me interpretam. É uma merda isso porque gera insatisfação. Ao mesmo passo que eu penso "foda-se, quero mais é ser eu mesma e que os outros me aceitem" eu penso "caralho, que imagem será que eu to passando?". Oi oi. Tenho 23 anos e pareço uma menininha de 13 com essas inseguranças todas. Mas a melhor forma de me livrar delas é externando. "Conversando". Porque assim que eu arrumo soluções. Mas ainda não arrumei uma solução para isso. Mas tô me sentindo um pouco melhor. Apesar de estar me sentindo meio ridícula hahahahaha. Mas foda-se.

Olha aí o "foda-se eu não ligo" e depois eu vou ficar pensando "Mas e se alguém achar o blog e ler e me achar uma ridícula?". É por isso que na maioria das vezes eu fico calada e não expresso opiniões. 

Mas foda-se.

Meh

Medo que minha página teve 20 visualizações oO

Enfim. Meu despertador funciona dia sim, dia não, eu acho... Era pra ele ter tocado, eu ter acordado cedo, feito um bocado de coisa e estar me sentindo super bem agora. Mas não. Acordei meio dia, me sentindo trezentos quilos mais gorda porque ontem fiz uma porra dum macarrão com queijo que vi no Rolê Gourmet. Tava bom pra caralho, mas né, as calorias de uma semana inteira. Mas a vida é assim mesmo eheh. Pelo menos eu sonhei com o Benedict Cumberbatch. Olha só que vida empolgante a da pessoa.

Mas agora vou deixar de preguiça e tentar fazer alguma coisa útil. Porque você pode até achar que a preguiça é uma coisa boa, quando você não tem o que fazer como eu. Não trabalha, não estuda, então é de boas ficar em casa com preguiça, fazendo nada. Mas não é não. É uma merda porque você se sente inútil pra caralho. Mas e aí quando você faz coisas úteis, tipo arrumar a casa, cozinhar, ler, estudar algum assunto do seu interesse mas que nunca teve tempo, exercícios físicos, qualquer coisa que seja, você se sente bem melhor. Pelo menos eu me sinto bem melhor. E agora eu vou tentar fazer alguma coisa da minha listinha de coisas úteis (porque eu tenho toc com listas. faço listas pra tudo).

E vamos nós.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

E falando em começar, vamos tentar perder peso de novo.

Né, mais uma vez lá vou eu encarar a balança, toda uma mudança de alimentação e rotina de exercícios físicos pra ver se emagreço alguma coisa. Desde que eu me entendo por gente eu brigo contra a balança. Eu acho que nunca deu certo porque antes essa vontade de mudar sempre partia dos outros, nunca de mim. E nada dá certo quando a iniciativa não parte de você, né? E aí, depois quando eu quis mudar, eu usei algumas ajudas, tipo dietas doidas, shakes doidos, o tipo de coisa que te ilude, que quando você para de usar engorda tudo de novo, e não é o tipo de coisa que você vai querer usar pro resto da vida. Tipo, eu não vou passar o resto da minha vida jantando shake. Parabéns para quem faz isso, mas eu não quero. Quero adaptar minha alimentação para o que eu preciso, de uma forma que eu me adapte bem e consiga mante-la para sempre. É um processo que leva tempo, eu sei. E eu geralmente tenho pressa com essas coisas e isso atrapalha pra caralho. Porque você quer perder logo 10kg de cara, e quando vê que não perdeu nem meio quilo fica frustrada. Pois é. Tem que ir com calma mesmo. Grama depois de grama. E é isso que eu tô tentando fazer agora. Tinha conseguido perder 17kg de novembro do ano passado até abril desse ano, mas a porra do TCC fez com que eu me descuidasse completamente e recuperei 13kg. Olha só que beleza? Mas aí como eu vi que eu consegui emagrecer adaptando a alimentação e me exercitando (a.k.a a forma saudável), não tô tão frustrada assim porque sei que consigo de novo. É só eu voltar a adaptar tudo e ir acostumando, aos poucos, sem fazer meu corpo sofrer, sem desespero, nice and gentle. 

Tive um café da manhã um tanto reforçado hoje, então vou tentar fazer com que meu almoço e, principalmente, meu jantar sejam levinhos. 

E só para constar: tô com 97kg.

E tá um puta cheiro de asfalto novo na rua. O cheiro é desagradável pra caralho, mas é sinal que tão tapando as porra dos buracos!!! Meu carro agradece ♥


Começar numa quarta-feira, por que não?

Resolvi começar outro blog, porque sim.

Porque eu queria um diário, pra encher de coisas pessoais mesmo, besteiras doidas da minha cabeça. Adoro escrever a mão, poderia muito bem pegar um caderno e escrever tudo, mas deu vontade de fazer virtual porque é modinha ehehe. Porque tem coisas (imagens, vídeos, músicas) que eu vou querer compartilhar e não tem como fazer do jeito que eu quero num pedaço de papel.

A ideia inicial é não divulgar, ser uma coisa só minha (estou falando sozinha mesmo, oi), mas quem sabe um dia eu comece aos poucos a ir mostrando pros amigos, se assim me aprouver (e se tiver algo, tipo alguma indireta uhuhu, que eu queira que eles vejam). 

Mas se você por acaso der de cara aleatoriamente com esse blog, saiba que tô aqui pra conversar comigo mesma e não para agradar os outros. Então se o que eu falar não te agradar, fecha aí a página e vai fazer outra coisa mais legal!

Tá, claro que uma hora ou outra eu vou começar a divulgar, e vou falar de coisas como bandas, filmes, séries, livros, fotografia, perda de peso, vida pessoal, então é provável né que eu não escreva tuuuuudo que tenha em mente. Sei lá. Isso se eu continuar o blog direito. 

E vai ser assim. Meio doido, meio sem sentido, meio aleatório, escrever o que eu quiser, do jeito que eu quiser, na hora que eu quiser, pelos motivos que eu quiser.

Só mais um espaço para meu ego comandar.

Porque sim.