quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quarta-feira é minha Segunda-feira

Sério, eu sempre começo as coisas nas quartas. Sempre to mais ativa, com vontade de fazer tudo que tenho pra fazer. A quarta-feira é o meu dia de inícios e motivações. E aproveitando a motivação dessa quarta, eu voltei a costurar meus trequinhos da minha loja flopada pra ver se desflopo ela. Vou aproveitar também que minha avó tá na casa de uma das minhas tias para continuar a arrumação da casa. Porque com ela aqui não dá pra fazer nada sem ouvir "o que você tá fazendo?" "vai fazer o que com isso?" "para que aquilo?" "vai jogar isso fora é?" "não, deixe assim que é melhor" a cada dois minutos. Aí não tem como trabalhar direito, né? Mas hoje os caminhos estão livres, eu estou cheia de vontade e espero não decepcionar a mim mesma.

Falando em não decepcionar, queria tanto conseguir ajudar a minha mãe. Quem conhece ela vê aquela criatura zen e positiva, mas não sabe como ela é um poço de negatividade e insegurança. Que dá os nós mais complicados nas coisas e não consegue desatar. Ultimamente ela vem complicando TUDO que aparece para fazer na vida. Fala do dinheiro. Eu sei que o dinheiro é meio que essencial para você conseguir certas coisas, mas ele não é tudo, e é muito menos desculpa para não fazer coisas que não dependem dele. Eu chego cheia de criatividade e disposição para mudar a casa, sem gastar um tostão (fizemos gastos mínimos, com coisas que realmente eram necessárias), e ela fica encontrando impedimentos, desculpas, usa o dinheiro e o apego sentimental como formas de não fazer o que se deve. Eu me desestimulo, eu fico triste. Triste em ver que ela tá tão agarrada à negatividade desse jeito! Ela que tem todos os livros de auto-ajuda do mundo, fez todos os cursos e terapias holisticas, yoga, as porra zen toda, e consegue se manter tão presa às complicações e negatividades da vida. Eu fico imaginando como seria a vida dela se ela não tivesse isso tudo. Ela consegue ajudar os outros com os problemas deles, mas não consegue se ajudar. No final das contas, eu acho que ela está tão acostumada com essa vida miserável que não consegue se desprender dela. E eu já falei tudo, TUDO que eu podia falar pra ajudar, já tentei fazer de tudo pra animar aquela cabeça, desatar os nós, mas é como se entrasse por um ouvido e saísse pelo outro. Eu acho que me decepcionei com ela. Porque eu sempre vi minha mãe como um espelho, me inspirava nela para encontrar minha positividade, mas depois que eu comecei a entender como as coisas realmente funcionam no mundo dela, vi que eu consegui minhas próprias formas de ver o lado belo da vida e ela continua amarrada a uma árvore que tá debaixo de uma tempestade. Outra coisa que me irrita: encontrar formas de se sentir culpada. Se eu sair de casa e bater o carro, pode ter certeza que ela não vai brigar comigo. Ela vai é procurar uma brecha, alguma coisa que ela fez ou deixou de fazer antes d'eu sair de casa, para se sentir culpada por isso. É sério, é ridículo!!! Quem vê minha mãe acha que ela é a pessoa mais positiva e zen do mundo. Eu, convivendo todos os dias com ela te digo: nunca conheci alguém tão negativa e complicada em toda a minha vida.

E eu quero ajuda-la. Mas ela não se ajuda. 
Ou talvez eu precise aprender a ser mais paciente. MAIS. Porque quem me conhece acha que eu sou a impaciência em pessoa. Mas se alguém viver aqui em casa todo dia, vai ver que eu sou um poço profundo de paciência inesgotável. 

E viva as máscaras que a minha família usa.

Vou agora voltar aos meus afazeres para não deixar minha vontade quartafeirística morrer!

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