quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sabe quando você perde o fio da meada?

Me formei em design gráfico em julho e ainda não estou fazendo nada. Não quero um emprego em gráfica ou agência de publicidade pelo fato de que eu não me considero designer. Não sou boa em criação de identidades visuais, layouts, tipografias, embalagens, essas coisas mais comuns de pedirem nesses locais mais comuns de trabalho. Principalmente na cidade que eu moro. É tudo de um cliché tão grande que eu sinto que não me daria bem. Ou eu estou simplesmente com medo. Com medo de arriscar e dar tudo errado. Com medo de me dar mediocremente bem e me acomodar e parar de explorar minha criatividade. De deixar meu lado artístico de lado e perder essa mente doida e criativa que eu tenho. Eu não nasci para ficar numa sala, na frente de um computador, fazendo o que os outros mandam. Sou ambiciosa e tenho uma criatividade selvagem que exige trabalho braçal. Quando me envolvo em algo, me envolvo mesmo até esgotar cada gotinha de criatividade para o que eu tiver trabalhando.

Mas aí agora eu não sei para que lado canalizar essa criatividade. Eu AMO fotografar. A câmera é uma extensão do meu braço e do meu olhar. Mas de novo, não é aquela fotografia comum. Não quero que seja aquela fotografia comum. Daquelas que você vê em álbuns de casamento e aniversário. É criativa, diferente, mágica. É a cara da pessoa. Porque para mim fotografia é como uma varinha mágica, que te permite ser o que você quiser, sabe? Eu sempre digo que nasci para ser sempre a fada madrinha e nunca a princesa porque gosto de ajudar os outros. Assim me sinto na fotografia. Quero ser a fada madrinha do meu cliente. Transformar a pessoa no que ela quiser, no que ela sempre sonhou em ser. Elaborar todo o cenário, todos os elementos que vão ajudar isso a acontecer, a produção do figurino, cabelo, maquiagem, tudo! Exceto que cabelo e maquiagem eu só dou a ideia mesmo, porque pra botar a mão na massa nessa área eu sou um desastre. Mas enfim. Fazer a magia acontecer e ver a pessoa se sentindo feliz depois, mais confiante, vendo que ela pode ser o que quiser. Seja ela mesma, ou um personagem fictício, um artista favorito, qualquer coisa.

E aí eu vou vendo as coisas que eu mais gosto de fazer: imaginar cenários, situações, ver a forma de torna-los reais, ir atrás do que precisa para torna-los reais, decorar, botar a mão na massa para torna-los reais, e fotografar o resultado final, editar as fotos para acrescentar o "algo a mais" do clima pensado para a situação. É isso que eu fico viajando em fazer. Sempre fui dos trabalhos manuais. Origami, costura, inventar trecos de coisas reutilizadas, deixar tudo bonitinho. Tipo uma fada mesmo, que toca a coisa velha e transforma ela em nova e linda. E eu adoro fazer isso! Criar coisinhas bonitinhas e mimimi mimosinhas. Eu poderia trabalhar como organizadora de festas, e fornecer o serviço fotográfico também aheuhuaehuea. O pacote completo. Tem o Mercado Xique aqui em Aracaju que faz esse tipo de coisa que eu sempre quis fazer, mas tenho vergonha de falar com o pessoal para ver se eles tão precisando de mais alguém no time =X. E não sei como começar por conta própria esse tipo de coisa.

Acho que agora escrevendo me "iluminei". Se é isso que eu quero fazer, que eu corra atrás. Perder a vergonha e colocar a cara no mundo.  Acho que o melhor caminho para começar é por conta própria, por enquanto. Ou falo primeiro com o pessoal do MX? O pior que pode acontecer é ouvir um não. E seria um não educado, porque o pessoal de lá é muito gente boa. Mas ai eu penso se eu conseguir entrar lá, se eu vou me dar bem com as ideias das outras pessoas, se vou me adaptar, se meu ego não vai subir a cabeça, se eu vou saber obedecer. Se eu vou saber trabalhar em equipe sem assumir o papel de líder. Porque eu tenho mania de liderança. É uma coisa boa se eu souber como lidar e eu geralmente sei. Mas já se voltou contra mim algumas vezes e tive experiências desagradáveis. Sei que trabalhando em algum lugar eu vou conseguir me controlar, mas eu vou conseguir ser feliz?

Tô me sentindo uma leoa, um animal selvagem com medo de ser transformada em uma gata doméstica. Com medo de ser domada e moldada para não exceder os limites permitidos de criatividade. 

Mas pelo menos agora eu sei o que quero fazer. Ha.

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